Soromenho-Marques, novas leituras sobre MVG
Viagens pela obra de Manuel Viegas Guerreiro
«MVG permite abrir caminho para a investigação do contributo português no período moderno, para retirar validade à dualidade entre bárbaros e civilizados, contributo esse que só se tornaria efetivo, visível e publicado, já no século XXI.»
A leitura do legado de Manuel Viegas Guerreiro é de Viriato Soromenho-Marques, a partir da recensão crítica de MVG do texto de Henri Piéron (1881-1964): “Homem e Civilização”.
De acordo com o filósofo e professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, MVG critica Piéron por este fazer depender, de forma exclusiva, o grau de civilização de uma avaliação da cultura material.
Soromenho-Marques concretiza: «Na perspetiva de MVG, identificar a génese da civilização com o Neolítico, com o advento da agricultura e da metalurgia, seria um erro de avaliação, pois deixava na sombra a complexidade das sociedades de caçadores-recolectores, que ele bem conhecera ao estudar os Bochímanes no sul de Angola.»
A releitura da recensão crítica de Viegas Guerreiro, sublinha Soromenho-Marques, clarifica a posição filosófica de MVG. Saiba mais no ensaio que integra o Caderno Viagens pela obra de Manuel Viegas Guerreiro.
O autor salienta ainda a marca de MVG na literatura contemporânea nos domínios da Antropologia e Etnologia e a ligação a José de Leite Vasconcelos. Acrescenta a qualidade da investigação de MVG, a clareza do seu pensamento e a sobriedade elegante da sua escrita.
O ensaio de Soromenho-Marques terá acesso universal em breve, na próxima edição da revista da Fundação, Raiz, em formato impresso e digital.